"Algo só é impossível até que alguém duvide e acabe por provar o contrário" Albert Einstein

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Os homens não entendem as mulheres. Ok, ok... Então, vamos generalizar os homens para ver se dá pra entendê-los?


Chega um dia em que o homem procura uma namorada séria, mas continua frequentando lugares onde é impossível encontrar, acaba encontrando apenas as "piriguetes", depois reclama que as mulheres não querem nada sério;

Se outros homens aprontam com suas filhas, irmãs e mulheres são cafajestes, mas se ele apronta com as filhas, irmãs e mulheres dos outros, a culpa é delas que não se dão ao respeito;

O homem quer que sua mulher não gaste todo o seu dinheiro com roupas, sapatos e spar, mas não pode passar por ele uma mulher, digamos, mais bem arrumada e cuidada do que a sua que ele a deseja;

Ele quer ser amado pelo que é, mas ama a mulher pela quantidade de silicone, plásticas e tratamentos estéticos que ela tem e pelo quanto isso proporciona prazer a ele;

Ele quer que a mulher seja menos ciumenta, mas ele (mesmo tentando ser fiel) não se esforça para disfarçar quando é tentado por outras;

Ele não quer que os amigos pensem mal dele, mas os outros podem achar que sua mulher é uma coitada traída e iludida (mesmo que não seja verdade);

Ele quer que a mulher acredite em suas palavras, mas, para não haver discussão, a única saída é mentir;


Ele quer ter uma mulher feminina, agradável, amável, mas não perde a chance de deixá-la sozinha para sair só com os amigos, afinal dar uma de solteiro de vez enquando pode ser irresistível;

Ele quer que sua mulher não trabalhe, fique em casa cuidando dos filhos e do lar, mas não dá a ela a CERTEZA de que nunca vai enjoar daquilo tudo, de que não vai trocá-la por uma de 20 anos e deixá-la criando seus filhos totalmente dependente dele;

Realmente, eu não consigo entender os homens...

Tudo bem, eu posso até ter dramatizado demais as coisas, mas eu vejo casos assim o tempo todo!

O homem tem que ser para nós um porto seguro, o provedor, o forte protetor, o amigo, o cumplice. Aquele capaz de olhar na mesma direção e preservar a família acima de tudo. Por isso, homem, se você não é capaz de ser isso para uma mulher, não tente entendê-la.





quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Ética e Afetividade

A idéia básica é bastante simples. Cada pessoa tem consciência da própria existência, tem consciência de si. Tal consciência traduz-se, entre outras coisas, por uma imagem de si, ou melhor, imagens de si - no plural, uma vez que cada um tem várias facetas e não se resume a uma só dimensão. Ora, as imagens que cada um tem de si estão intimamente associadas a valores.
Raramente são meras constatações neutras do que se é ou não se é. Na grande maioria das vezes, as imagens são vistas como positivas ou negativas. Vale dizer que é inevitável cada um pensar em si mesmo como um valor. E, evidentemente, cada um procura ter imagens boas de si, ou seja, ver-se como valor positivo. Em uma palavra, cada um procura se respeitar como pessoa que merece apreciação.
É por essa razão que o auto-respeito, por ser um bem essencial, está presente nos projetos de bem-estar psicológico, nos projetos de felicidade, como parte integrante. Ninguém se sente feliz se não merecer mínima admiração, mínimo respeito aos próprios olhos.


O êxito na busca e construção do auto-respeito é fenômeno complexo. Quatro aspectos complementares são essenciais.

O primeiro diz respeito ao êxito dos projetos de vida que cada pessoa determina para si. Os projetos variam muito de pessoa para pessoa, vão dos mais modestos empreendimentos até os mais ousados. Mas, seja qual for o projeto escolhido, o mínimo êxito na sua execução é essencial ao auto-respeito. Raramente se está "de bem consigo mesmo" quando há fracassos repetidos. A vergonha decorrente, assim como a frustração, podem levar à depressão ou à cólera.

O segundo aspecto refere-se à esfera moral. Cada um tem inclinação a legitimar os valores e normas morais que permitam, justamente, o êxito dos projetos de vida e o decorrente auto-respeito. E, naturalmente, tenderá a não legitimar aqueles que representarem um obstáculo; aqueles que forem contraditórios com a busca e manutenção do auto-respeito. Assim, é sensato pensar que as regras que organizem a convivência social de forma justa, respeitosa e solidária têm grandes chances de serem seguidas. De fato, a justiça permite que as oportunidades sejam iguais para todos, sem privilégios que, de partida ou no meio do caminho, favoreçam alguns em detrimento de outros. Se as regras forem vistas como injustas, dificilmente serão legitimadas.

O terceiro aspecto refere-se ao papel do juízo alheio na imagem que cada um tem de si. Pode-se afirmar o seguinte: a imagem e o respeito que uma pessoa tem de si mesma estão, naturalmente, referenciados em parte nos juízos que os outros fazem dela. Algumas podem ser extremamente dependentes dos juízos alheios para julgar a si próprias; outras menos. Porém, ninguém é totalmente indiferente a esses juízos. São de extrema importância, pois alguém que nunca ouça a crítica alheia - positiva ou negativa - corre o risco de enganar-se sobre si mesmo. Então, a crítica é necessária.
Todavia, há uma dimensão moral nesses juízos: é o reconhecimento do valor de qualquer pessoa humana, que não pode ser humilhada, violentada, espoliada, etc. Portanto, o respeito próprio depende também do fato de ser respeitado pelos outros. A humilhação - forma não rara de relação humana -  freqüentemente leva a vítima a não legitimar qualquer outra pessoa como juiz e a agir sem consideração pelas pessoas em geral. As crianças conhecem esse mecanismo psicológico. Uma delas, perguntada a respeito dos efeitos da humilhação, afirmou que um aluno assim castigado teria mais chances de reincidir no erro, pois pensaria: "Já estou danado mesmo, posso fazer o que eu quiser". Em resumo, serão legitimadas as regras morais que garantirem que cada um desenvolva o respeito próprio, e este está vinculado a ser respeitado pelos outros.

O quarto e último aspecto refere-se à realização dos projetos de vida de forma puramente egoísta. A valorização do sucesso profissional, coroado com gordos benefícios financeiros, o status social elevado, a beleza física, a atenção da mídia, etc., são valores puramente individuais (em geral relacionados à glória), que, para uma minoria, podem ser concretizados pela obtenção de privilégios (por exemplo, conhecer as pessoas certas que fornecem emprego ou acesso a instituições importantes), pela manipulação de outras pessoas (por exemplo, mentir e trapacear para passar na frente dos outros), e pela completa indiferença pelos outros membros da sociedade. Diz-se que se trata de uma minoria, pois é mero sonho pensar que todos podem ter carro importado, sua imagem na televisão, acesso aos corredores do poder político, etc. Mas o fato é que a valorização desse tipo de sucesso é traço marcante da sociedade atual (não só no Brasil, mas no Ocidente todo) e tende a fazer com que as pessoas o procurem mesmo que o preço a ser pago seja o de passar por cima dos outros, das formas mais desonestas e até mesmo violentas.

Resultado prático: a pessoa perderá o respeito próprio se não for bem-sucedida nos seus planos pessoais, mas não se, por exemplo, mentir, roubar, desprezar o vizinho, etc. Ora, para que as regras morais sejam efetivamente legitimadas, é preciso que sejam partes integrantes do respeito próprio, ou seja, que o auto-respeito dependa, além dos diversos êxitos
na realização dos projetos de vida, do respeito pelos valores e regras morais. Assim, a pessoa que integrar o respeito pelas regras morais à sua identidade pessoal, à imagem positiva de si, com grande probabilidade agirá conforme tais regras.

- Apostila sobre ética