"Algo só é impossível até que alguém duvide e acabe por provar o contrário" Albert Einstein

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

"Apesar de ser um texto de 2008, eu o li hoje e aí estão coisas em que eu acredito..." Feliz 2012! Adriana


Harmonia em tempos de crise - Entrevista com Jean-Yves Leloup

Jornal A Tarde - Salvador, Bahia
2 de dezembro de 2008

PhD em psicologia transpessoal, doutor em teologia e filósofo, Jean-Yves Leloup é padre vinculado à Igreja Ortodoxa.  Seu pensamento está muito além de qualquer tradicionalismo cristão.  Escreveu mais de trinta livros publicados em diferentes idiomas, é estudioso dos textos sagrados, comentador e tradutor dos evangelhos de Tomé, Maria Madalena, Felipe e João.  Também pesquisou similaridades existentes entre diferentes correntes espirituais do Ocidente e Oriente.  Em seus escritos e conferências realizadas pelo mundo todo, ressalta a importância do mergulho diário em nosso interior, da descoberta do nosso verdadeiro "Ser" - o ser divino, da compaixão e a necessidade de levarmos uma vida mais amorosa e livre de preocupações. 
A Tarde: A implanação de uma cultura de paz passa pela conquista da paz interior?  É possível alcançar o estado de paz mundial mesmo que o homem ainda não tenha encontrado a harmonia interna?
Jean-Yves Leloup: Será que uma árvore pode produzir frutos saudáveis se as raízes não o são?  É preciso primeiro trabalhar as raízes e as raízes da paz estão dentro de cada um de nós.  Obviamente que se as raízes são sãs e bem colocadas na terra, os frutos também serão.  A paz do universo é um florescer da paz cultivada dentro de cada ser humano.  Mas os seres humanos têm muito a aprender com a natureza em relação à convivência em paz.  Se tivéssemos a mesma calma das árvores, por exemplo, as coisas certamente seriam mais fáceis.
AT: Como fazer para conquistá-la?
JYL: A maneira mais eficiente é entrar em contato com o Sopro de Vida que nós respiramos e que está ao mesmo tempo no interior e exterior - a cada expiração permanecer um pouco no seu final porque ali existe um momento de calma e silêncio que é possível transmitir a todo o nosso ser.  Para estar nessa calma, nessa paz, é preciso ter um espírito de paciência, um espírito que não julga nem espera alguma coisa, sobretudo que não espera que as pessoas sejam iguais à imagemque esperamos que elas tenham.  Normalmente, as pessoas fazem uma imagem do outro e esperam que o outro esteja em conformidade com esta projeção ao invés de procurar vê-lo como ele realmente é.  A paz é, na verdade, uma grande paciência...
AT: Fala-se muito no potencial tranquilizador da meditação.  O senhor a pratica?  O senhor acredita que ela é realmente uma ferramenta capaz de ajudar no alcance definitivo da paz interior?
JYL: Sim.  E eu acredito que a meditação não deve ser feita apenas em determinado horário do dia, mas a toda hora, a todo minuto, porque meditar é estar presente a cada instante.  Então, cada instante é um momento de meditação.  Ela é a arte da atenção ao instante.  Eu tento meditar a todo instante, mas minha prática está enraizada na tradição hesicasta que dá atenção à respiração, ao momento presente e à invocação do nome de Jesus.  O nome de Jesus faz a ligação entre o céu e a terra, o invisível e o visível, a eternidade e o tempo.  Quando estamos em uma situação difícil devemos invocar o nome de Jesus, que é mais do que um mantra.  O mantra é o som que nos coloca em harmonia com o universo.  O nome Jesus é uma Presença que nos coloca em contato com a Fonte do Universo.
AT: Em uma entrevista concedida a uma revista brasileira, o senhor fala que o objetivo do ser humano deve ser o de livrar-se do ciclo de reencarnações, aquilo que os hindus chamam de roda do Samsara, para atingir um estado de ressuscitação, que está além da necessidade de reencarnar e que constitui a grande libertação.  Do que o homem ocidental precisa se libertar e em que consiste esta libertação suprema?
JYL: Quando perguntaram ao mestre indiano Ramana Maharshi para onde ele iria após a sua morte, ele respondeu: "Eu vou para lá onde eu sou/eu estou desde sempre..." A  libertação é reencontrar o país que nunca deixamos.  É a própria presença do "Eu Sou" dentro de cada um de nós.  É isso que também chamaos de vida eterna, que é a vida antes, durante, depois e sempre.  A vida eterna é uma dimensão de eternidade que está,  na realidade, dentro do coração de todos nós.  Lembrar deste "Eu Sou", da eternidade, é estar livre dos condicionamentos do tempo.
AT: O consumismo, na escala atual, é incompatível com a preservação ambiental ou ainda seria possível existir um consumismo sustentável que não agrida a natureza, mas possa atender às necessidades do homem?
JYL: Tudo depende daquilo que queremos consumir.  E nós podemos descobrir que existem outras fomes e sedes dentro de nós: podemos vir a consumir, por exemplo, beleza e luz.  Nós nos tornamos aquilo que nos alimenta, que utilizamos para nos nutrir.  O homem é um espelho livre, ele reflete aquilo que ele quer refletir.  Não é o desejo que é ruim, mas a orientação do desejo.  O ser humano hoje em dia está um pouco desorientado.  Ele não está voltado para uma luz, para uma paz que possa realmente curá-lo.  Ele perdeu seu oriente, sua orientação.  Devemos reencontrar esta orientação para o essencial.  Nesse momento, as coisas poderão situar-se no seu devido lugar.  Para encontrar esta orientação é preciso fazer as coisas com um pouco mais de consciência e amor - agir a partir do melhor de si mesmo, doar a melhor parte de nós mesmos.  Se agirmos a partir disso, não só a vida ser´amelhor, mas o mundo todo também.  A recomendação  é a atenção a todo instante, estar presente ao momento presente dando o melhor de si e o melhor de nós mesmos é a consciência, o amor e a compaixão.
AT: O senhor disse certa vez que enxerga uma espécie de esquizofrenia e algo artificial no cenário político brasileiro.  Porém, o senhor destacou que nosso país goza de riquezas, como recursos naturais em abundância, mistura pacífica de várias raças e uma cultura jovem e pulsante.  Na sua visão, o que tem impedido o Brasil de florescer como uma potência?
JYL: Não falta nada ao Brasil, só falta tornar-se mais ele mesmo e ter mais confiança nas suas próprias riquezas.  Acho que o Brasil não tem nada a aprender nem com a Europa, nem com os EUA.  Eu acho que existem na cultura brasileira riquezas que lhe são próprias, ideais ao seu auto-desenvolvimento e estas riquezas podem constituir ensinamentos para a Europa e os EUA, que estão passando por dificuldades neste momento.  Existe no Brasil uma energia de vida, que devemos cultivar e orientar.  Creio que o país não perdeu contato com sua dimensão espiritual e isso é precioso para toda a humanidade.  A riqueza da sua natureza e a juventude da sua cultura colocam o Brasil numa situação de superioridade material e espiritual, pois a cultura européia é velha e está um pouco cansada.  Já a cultura brasileira, por seu contato com a natureza e pela influência de todas as culturas que passaram por aqui, pode ser realmente uma inspiração.  É como se, entre os brasileiros, os benefícios da vida em contato com a natureza não tivessem sido completamente perdidos.
AT: Os conflitos de ordem religiosa no Oriente Médio, na África e aqui mesmo, na Bahia, onde tem ocorrido um tipo particular de confronto em que os líderes e seguidores de igrejas neopentecostais protagonizam ataques a membros das religiões de matriz africana, mostram que o homem ainda não compreendeu o verdadeiro significado da religiosidade?
JYL: É um sinal de que a religião ainda é algo externo ao homem.  As pessoas usam Deus, a própria religião e a espiritualidade para afirmar seu poder e a sua vontade de obter ainda mais poder.  O amor pelo poder tem estado mais presente que o poder do amor.  As religiões existem para nos ajudarem a desenvolver e a compreender o poder do amor.  O importante não é pertencer a uma determinada religião, mas através da religião ou outros meios quaisquer, transformar-se em um ser melhor.  A melhor religião é aquela que nos torna seres melhores.
AT: O senhor fala que, de fato, a humanidade atravessa um período bastante crítico da História, mas que, por outro lado, estão brotando sementes de luz e consciência entre os homens.  Que sementes seriam essas?
JYL: Nós escutamos o barulho do carvalho que é derrubado, mas não o barulho da floresta que está crescendo...  Os gérmens da paz que falamos não são muito barulhentos.  Tratam-se de associações, escolas, e pessoas que realmente têm o coração aberto, dedicam-se à construção de um  novo mundo e não fazem muita propaganda.  É através destas instituições e pessoas que uma nova floresta de paz está surgindo.
AT: Como foi sua conversão ao Cristianismo?  O que ocorreu em Istambu, na Turquia, que o levou a desacreditar no ateísmo e adotar o modo de vida cristão?
JYL: Tive uma experiência de morte clínica em razão de um envenenamento.  Durante esta experiência vivi uma realidade fora do corpo e do pensamento em que senti a presença do Ser e quando eu voltei ao corpo, a esta consciência de espaço/tempo, que é a nossa consciência ordinária, encontrei um patriarca ortodoxo que me lembrou a Presença do "Eu Sou" dentro de cada um de nós...  Esse "Eu Sou" foi uma das palavras de Jesus Cristo que disse: "Antes de Abrãao ser, Eu Sou e ali onde eu sou/esstou, quero que vocês também sejam/estejam."  Foi a partir deste momento que eu me interessei pelo Cristianismo.  Queria ver como a Presença do "Eu Sou" que experimentei no momento da minha morte clínica, encarnou-se na História e como a Presença de Deus encarnou-se no ser humano.  Foi por isso que a pessoa de Jesus Cristo me fascinou; descobri o Evangelho e tive vontade de vivê-lo.
AT: O senhor é um padre ortodoxo de um pensamento libertário, plural, tolerante e avançado.  O que há de contemporâneo na Igreja cristão Ortodoxa?
JYL: Trata-se de buscarmos nas nossas raízes a seiva do nosso futuro.  A tradição cristã ortodoxa é a raiz do cristianismo e tais raízes estão vivas.  É importante que todas as formas de cristianismo conheçam as suas raízes, que é onde está a energia da vida nova.

Retirado do site: http://www.jeanyvesleloup.com/br/texte.php?type_txt=2&ref_txt=107

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Pessoas fechadas e abertas


Sei o risco que um tipo de afirmação radical como essa pode suscitar, mas tenho certeza de que o mundo se divide apenas entre dois tipos de pessoas: fechadas e abertas.
O termo pode dar margem a várias interpretações, por isso é bom explicar que trata-se aqui de uma interpretação bem específica. Os adjetivos que diferenciam as pessoas fechadas das abertas dizem respeito ao estado do coração de cada um de nós.
Para tornar as coisas mais didáticas, vamos usar um exemplo do dia-a-dia. Pagar uma conta no banco, por exemplo.
Digamos que um cara está na fila esperando para ser atendido pelo caixa. De repente, entra pela porta (giratória) uma mulher bastante interessante e vestida de maneira provocante. Ela se posiciona na fila logo atrás do nosso exemplo. É aí que descobrimos a diferença entre pessoas fechadas e abertas.
Se esse homem fosse uma pessoa aberta, cederia seu lugar à bela mulher em um gesto de educação. Ela daria um sorriso e, se também fosse uma pessoa aberta, poderia agradecer puxando uma conversa. “Fila de banco é chato, não?”, diria a mulher. “Nem me fale. Mas agora que você chegou eu não me incomodaria de passar o dia inteiro aqui”, poderia responder o cara.
Não sabemos o que aconteceria a partir daí, mas você entendeu. Vejamos agora o mesmo caso se as duas pessoas fossem fechadas:
A mulher entra pela porta giratória. O cara está com pressa e nem pensa em ceder o lugar. Ela entra na fila atrás dele. Ele dá um sorrisinho amarelo; ela responde com um sorriso da mesma cor. Ele paga as contas e vai embora. Ela paga as contas e vai embora.
Pessoas abertas são solteiras, obviamente, e pessoas fechadas estão comprometidas – casadas, noivas, namoradas, sei lá. Mas por que chamá-las, então, de fechadas ou abertas, em vez de usar os termos mais comuns? Porque, ao contrário do que se possa imaginar, também há casos de pessoas casadas abertas e pessoas solteiras fechadas.
O estado de espírito é mais importante que o estado civil. Depende da predisposição de cada um para conhecer alguém novo; depende da vontade de virar ou escrever uma nova página de vida. Claro que não há, aqui, juízo de valor: uma pessoa aberta não é melhor que uma fechada, nem vice-versa. O que importa, mesmo, é ser verdadeiro em relação ao seu coração. Esteja ele aberto ou fechado.

Felipe Machado - Estadão
http://blogs.estadao.com.br/felipe-machado/pessoas-fechadas-e-abertas/

domingo, 2 de outubro de 2011

A paixão é loucura, é fogo que apaga com o tempo...


Não basta cutivar um sentimento bonito por alguém, se não a amamos pelo comprometimento que assumimos com ela. Dai parte a amizade.
Quando a chama não é mais tão forte, como é possível mantê-la existindo?
Penso que é uma questão de escolher o que vai permanecer e sempre existir: a amizade, a sinceridade, o respeito, a cumplicidade no olhar e o cuidado. Aquele que mantém nem que seja um fagulha desses sentimentos em seu coração é capaz de jogar lenha na fogueira e não deixá-la morrer, é capaz de renovar  todos os dias a beleza do amor.

Eu gosto muito dessa foto porque ela mostra o que verdadeiramente existe entre um casal que se ama.

Adriana Rios

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Google Chrome: Cadê meu dono?




Que coisa linda... A gente pode fazer mais!  :-)
"Nós sentimos amor ao ver uma expressão física, mas não amamos o corpo material em si.
Assim como um pintor que fica feliz vendo um quadro não por estar olhando a tinta contida nesta pintura, mas por sentir a Vida expressada nela através da pintura, nós intuimos que a Vida interior do outro, que se expressa através do corpo carnal material é a outra metade da nossa Vida, que somos, portanto, um só corpo e sentimo-nos atraídos reciprocamente." - Prof. Masaharu

sábado, 9 de julho de 2011

MISSES DO BRASIL - Todas as candidatas

Miss Acre - Daniele Knidel
    















21 anos - 1,80 m - pretende cursar odontologia
  
 Miss Alagoas - Stefanie Carvalho
  

21 anos - 1,74m - Enfermeira

Miss Amapá - Josiene Modesto
         
25 anos - 1,69 m - Estudante de Direito

Miss Amazonas - Tammy Cavalcante


22 anos - 1,80 m - Administradora, Socióloga, poliglota (inglês, francês e espanhol) e cursa MBA em Gestão Ambiental

Miss Bahia - Gabriella Marcelino 

 

21 anos - 1,83 m - estudante de publicidade

Miss Ceará - Anastacia Duarte
    
22 anos - 1,74 m - estudante de publicidade

Miss Distrito Federal - Alessandra Baldini

 














24 anos - 1,74 m - estudante de Direito

Miss Espírito Santo - Marcela Granato  

21 anos - 1,74m -  estudante de Direito e Ciências Contábeis

Miss Goiás - Wiviany Oliveira
















24 anos - 1,75 m - pretende cursar faculdade

Miss Maranhão - Nayanne Ferres
















19 anos - 1,80 - estudante de jornalismo

Miss Mato Grosso - Jessica Duarte


19 anos - 1,78 m - poliglóta (inglês, francês e italiano)

Miss Mato Grosso do Sul - Raiza Machado
















22 anos - 1,78 m - estudante de psicologia

Miss Minas Gerais - Izabela Drumond
 

24 anos - 1,72 m - jornalista

Miss Pará - Ana Paula Padilha


18 anos - 1,82 m - pretende cursar jornalismo

Miss Paraíba - Priscilla Durand
















20 anos - 1,75 m

Miss Paraná -  Gabriela Pereira
 
21 anos - 1,79 m - estudante de Psicologia

Miss Pernambuco -  Leidiane Vasconcelos
21 anos - 1,74 m - atriz e pretende cursar administração

Miss Piauí - Renata Lustosa

22 anos - 1,80 m - estudante de administração

Miss Rio de Janeiro - Mariana Figueiredo




24 anos - 1,74 m - estudante de letras

Miss Rio Grande do Norte - Daliane Menezes
                 
 22 anos - 1,80 m - Estudante de Jornalismo

Miss Rio Grande do Sul - Priscila Machado
24 anos - 1,80 m  - estuda Comunicação Social

Miss Rondônia - Aline Cabral

19 anos - 1,82 m - pretende cursar psicologia

Miss Roraima - Nel Anne Rodrigues
19 anos - 1,75 m -  Estudante de Direito

Miss Santa Catarina -  Michelly Bohnen
   
21 anos - 1,74 m - Estudante de Nutrição

Miss São Paulo - Rafaela Butareli
22 anos - 1,78 m - Estudante de Enfermagem

Miss Sergipe - Danielle Paes
      
 19 anos- 1,75 m - Estudante de Direito

Miss Tocantins - Jaqueline Verrel
   
19 anos - 1,75 m - Estudante de Administração

O Miss Universo esse ano vai ser no Brasil e está programado para o dia 16 de julho, será algo inédito! Vamos acompanhar...
Miss Brasil na Bnd, dia 23/07/11